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New Orleans-compras

16 março 2011 772 views 10 Comments

Bom, eu já falei aqui que minha viagem pra New Orleans foi uma viagem de compras disfarçada de turismo, né? Porque tinha 3 anos que eu não ia aos EUA e por mais que eu aproveite as idas do marido e amigos pra lá, tem tanta coisa que só dá pra comprar pessoalmente… Sendo assim, tratei de organizar as compras que eu queria fazer nos 4 dias.

A primeira fase da viagem começa bem antes dela acontecer: a pesquisa. Que lojas existem na cidade, onde ficam, como chego lá? O que quero comprar e onde? Fiz listas de coisas por loja, que depois foram melhor adequadas ao espaço nas malas, à realidade financeira e à acessibilidade das lojas.

Uma ferramenta que me ajudou bastante na pesquisa foi o Google Street View. Porque muitas vezes você acha o endereço da loja onde quer ir, mas não tem certeza da vizinhança ou do caminho. Daí você joga o endereço no Google e vê direitinho a rua, a fachada da loja, a região.

A segunda fase da minha viagem de compras é entrar na internet e comprar parte das coisas para mandar entregar no hotel. Pra esse fim, nossa loja de preferência lá em casa é a Amazon, porque tem tudo, porque aceita cartões de crédito brasileiros e ainda entrega no hotel sem problemas. A gente pede livros, eletrônicos, artigos de informática, jogos, artigos fotográficos e até alguns itens de consumo por lá. Recomendo fazer os pedidos com uns 15 dias de antecedência pra não correr o risco dos pacotes serem entregues depois que você já foi embora. E verificar se o hotel não cobra por pacote recebido, porque isso pode encarecer bastante as compras.

Daí chegou o dia da viagem. Chegamos na cidade, pegamos nossos pacotes da Amazon (um horror deles), conferimos tudo e saímos pra almoçar e começar nossas compras locais. Primeira parada: Lakeside Shopping Center.

Compras_New_Orleans

O Lakeside fica em Metairie, subúrbio de New Orleans. Lá tivemos a primeira surpresa: o que parecia bem pertinho no mapa era longe e o taxi ficava caro ($50 ida e volta). Pior: foi bem difícil achar um taxi pra voltar. Marido teve que sair em uma expedição em volta do shopping pra achar alguém pra levar a gente de volta… Isso já azedou parte do meu planejamento, porque eu pretendia ir ao Clearview Mall, lá perto, pra fazer compras pra casa na Bed, Bath & Beyond e na Target num outro dia. Não queria ir sozinha, pagar aquele valor de taxi e não ter certeza de que ia conseguir um pra voltar. Devia ter alugado um carro, sabe?

Voltando ao assunto Lakeside: valeu muito a pena. Não é um mega shopping, mas tem Macy’s, Sephora, MAC (2 lojas, uma independente e uma dentro da Dillards), Gap, JCrew, Banana Republic, Disney Store, Williams Sonoma e várias outras. Teve algumas que eu mal consegui visitar porque já estava carregando muita coisa. Vá com tempo e disposição, e se possível, cultive um par de braços extra.

No dia seguinte eu saí pra explorar a Canal Street. Não é uma rua de compras, mas tem umas lojas legais. Na primeira parte do dia eu fiz compras pro Lucas no Children’s Place (tava em promo, precinhos imperdíveis), no Walgreens e no CVS (sim, nos dois porque eu sou doida. Gente que curte em cosméticos não vai pros EUA e entra em uma farmácia só, né?). Voltei pro hotel pra deixar tudo e fui andando de novo pra mesma rua.

Na Canal St., quase na esquina com a orla do rio Mississipi, tem um shopping chamado Shops at Canal Place. É bem legal, muito arrumado. A Saks Fifth Avenue é a âncora do shopping, com 3 andares de puro luxo (mas o andar dos cosméticos ainda é ace$$ível). No restante do prédio tem Banana Republic, Brooks Brothers, Anthropologie, Ann Taylor, Coach (entre outras lojas) e um cinema que serve até refeições leves durante o filme. Aproveitei pra assistir Cisne Negro e almoçar um sanduíche.

Na volta, como as sacolas estavam leves, resolvi voltar por dentro do Riverwalk, outro centro de compras bem próximo, que vai margeando o rio como um pavilhão bem comprido. Não é chique, longe disso. Mas tem uma Gap bem grande, uma Ann Taylor Loft e uma loja de artigos para cozinha super boa, entre outras coisas.

Outro lugar que vale a pena ir é na North Peters Street, dentro do French Quarter. No mesmo quarteirão (onde a rua forma uma “praça” com a Decatur Street), tem uma French Connection, uma Urban Outfitters e uma Wish, todas bem grandinhas e interessantes. Não comprei nada lá, mas já me arrependi também, claro.

Uma rua famosa que eu não conheci e não cheguei a pesquisar é a Magazine Street. Dizem que é uma das principais ruas de comércio da cidade, mas era um pouco mais longe e eu não fui. Quem sabe em outra oportunidade…

Então é isso: para esfolar seu cartão de crédito em New Orleans, você precisa ir a esses lugares:

- Lakeside Shopping

- Clearview Mall

- Canal Street

- Shops at Canal Place

- Riverwalk

- N Peters Street

- potencialmente Magazine Street

Mas antes de se jogar no comércio, é bom saber um pouco sobre o programa Tax Free da Louisiana, muito importante. Em todos os lugares onde você comprar, pergunte se a loja participa do tax-free. Se sim, peça um voucher das suas compras. Repita em todas as lojas. Ao final da viagem você vai juntar todos os vouchers e receber de volta o imposto pago, que pode chegar a 9% do valor das mercadorias.

Pra pegar os vouchers nas lojas, você tem que estar com o passaporte em mãos. E se o oficial da imigração tiver carimbado permanência de até 6 meses no seu passaporte, leve também a passagem aérea com a data da volta no dia em que for descontar os vouchers. É que o programa é só para visitantes estrangeiros que passem menos de 90 dias no país, então é preciso comprovar esse período.

Não se esqueça de pegar os vouchers, senão você se complica, tem que fazer o processo pelo correio, é chato. E fique esperto com os participantes do programa. Eu fiz duas compras grandes, inclusive uma no CVS e descobri que as lojas não estavam na lista. Era um valorzinho bem bom, se eu tivesse prestado atenção, teria feito essas compras em outras lojas.

Ah, e o governo cobra uma taxa de administração considerável sobre a devolução. Um absurdo, mas ainda vale a pena. Tem posto de troca de vouchers no Riverwalk, na Macy’s do Lakeside e no aeroporto, entre outros. Mas convém checar os horários de funcionamento pra não perder a viagem.

Depois é só embalar tudo, pagar aquele excesso de bagagem, colocar sua consciência pesada no avião e voltar feliz e cheio de novidades!

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10 Comments »

  • Gabi Butcher said:

    UAU!!! Foi bacaninha o estrago :) mas pelo visto valeu muito a pena!
    Muito legal esta dica de Tax Free ;)
    Adorei Dani!!!

    Daniela Reply:

    Olha, vale muito. A gente até se sente meio culpado no meio do caminho, mas é só chegar de volta aqui e passear dentro de uma Renner qualquer pra saber que fez ótimos negócios. Principalmente nas roupas do Lucas, que eu trago em vários tamanhos e guardo por aqui. Preço Brasil não tá compensando pra quase nada…
    Bjs!

  • Érica said:

    Demorei e não comentei no outro post, que foi muito legal. Nunca fiz isso de pedir para entregar em hotel ou na casa de alguém, todo mundo faz, eu sei. Sempre vou com tudo pesquisado também. Apesar de não comprar muito, sou quem compra melhor da casa toda. E ainda volto com dinheiro. rs
    Você falou que a Children’s Place estava em promoção. Pois é, uma vez fui lá e comprei uma calça para minha priminha por absurdos .95. Loja cara, o que é isso!

    Daniela Reply:

    Hahahaha… muito cara! Eu comprei um monte de camisetas super legais por $5 cada.
    Olha, isso de mandar entregar é muito bom. Principalmente se vc não vai pra uma cidade muito cosmopolita como foi o meu caso. Ou se o que vc quer é muito específico. Se eu não sair de casa sabendo exatamente onde vou comprar o que quero, prefiro mandar entregar. E como eu disse, a Amazon é muito confiável, nunca me deixou na mão. Se houve problemas com a gente foi pq o prazo de entrega foi apertado, então foi risco assumido. Numa próxima viagem, faça uma experiência, vale a pena!
    Bjs!

  • Vivi said:

    Dani um estrago de vez em quando não faz mal a ninguém :) :)

    Se vc ficou feliz, então isso é ótimo!

    Adorei a dica do tax free, será que isso rola em San Francisco?
    Bjoaks

    Daniela Reply:

    Eu não só fiquei muito feliz como confirmei depois que fiz ótimos negócios, principalmente em roupas. Nos próximos meses pretendo gastar bem pouco com supérfluos e guardar pra próxima viagem. Vale muito a pena fazer uma poupança pra essas ocasiões, compensa demais!
    Dá uma pesquisada na Califórnia pra ver se tem tax free. Eu suspeito que não, acho que esse da Louisiana foi mais pra trazer os turistas de volta pós-Katrina. Mas quando eu morava em NY tinha a semana tax-free duas vezes no ano. De repente tem algo parecido.
    Bjs!

  • Pri Salles said:

    ötimas dicas Dani!!!! Realmente o preço por aqui é um abuso. Ainda mais para os pequenos que usam hj e amanhã não! Haja!

    Daniela Reply:

    Acho que a roupa de criança é o ponto alto dessas compras. A diferença de preço é a mais gritante de todas, principalmente quando vc chega em casacos, calças jeans, camisas…
    Bjs!

  • Jaque said:

    Como vivo igual a um pobre: penso em guardar dinheiro para fazer uma mega compra em SP, imagina! Um dia, talvez, me aventure em compras no exterior…

    Daniela Reply:

    Ai, eu sinto muito te dizer, mas SP já não é mais esse paraíso de compras baratas. Tudo aqui é muito caro, a não ser que vc vá comprar roupa super barata (com cara de barata). Foi uma das minhas grandes decepções quando eu mudei pra cá. SP barata não existe ou então vem com alguma exceção… Sorry…
    Bjs!