
Cingapura, em detalhes
Preparem-se porque o post é grande (e ainda assim vocês vão brigar porque coloquei poucas fotos que eu sei!). Não dá pra ficar 8 dias em um lugar fazendo turismo e não voltar com uma lista enorme de coisas pra contar! E olhando a lista, até que a gente fez bastante coisas apesar do jet lag.
Nem preciso dizer que é loooonge, né? Pela Singapore Airlines você vai pra Barcelona (umas 10h de vôo), desce do avião, fica umas 2h por lá, entra no mesmo avião e encara mais 12h de viagem até o destino final. Sim, doem as costas, dói o traseiro, as pernas formigam, é o caos. Mas o avião é bem confortável, o serviço é acima da média (a gente sempre compara com a American Airlines e ela sempre perde, coitada, piores comissários que existem), tem uma programação enorme pra te entreter na TV (filmes, séries, jogos, músicas e até ópera e revistas pra ler na tela) e a comida é melhorzinha também, apesar de que comida de avião é comida de avião.
Eu cheguei em Cingapura numa segunda de manhã esperando uma cidade moderna, limpa, organizada, mas não muito grande. E não muito cheia. Foi aí no “não muito cheia” que eu me enganei. Saímos do aeroporto no ônibus do hotel (grátis), que não estava lotado. Vi os subúrbios de Cingapura, achei muito parecidos com Brasília (parecem superquadras, com muito gramado e espaço), pistas largas, plantas super viçosas (chove muito por lá) e com folhas enormes. Enfim, tudo muito bonito e vistoso. Quando entramos no lobby do hotel, eu não acreditei na quantidade de gente circulando. Acho que a gente chegou num horário bem concorrido, porque eram muitas filas, muita gente passeando, fotografando, comendo, falando alto… Gente, gente, gente. E isso foi uma constante em quase todos os passeios que a gente fez. Tudo sempre muito cheio, muita fila, muita gente. Isso somado ao calor (30 graus eternos) se tornava um problema de vez em quando.

Mesmo estando lotado, o hotel era bem arrumado e eficiente. Como ex-hoteleira eu fiquei até curiosa em conhecer os bastidores daquela operação, porque tudo funcionava bem demais praquele tamanho todo. O quarto era super grande e confortável, banheiro enorme, uma varandinha e tudo. Mas o melhor do Marina Bay Sands é o que está fora do quarto: o SkyPark no topo do prédio (57º andar), com piscina de borda infinita, observatório (onde foi tirada a foto que abre o post), bares e restaurantes, academia gigantesca com vista pra cidade inteira, um shopping bem grande grudadinho com o hotel, um museu de arte grudadinho no shopping, cassino, muitos restaurantes espalhados por esses prédios todos e muitas atrações para os turistas. Dava pra passar dias lá dentro e a gente fez isso. Em pelo menos 2 dias a gente se concentrou no que tinha no Marina e foi muito bom.
Nosso Reveillon foi passado no SkyPark, em uma passarela dentro da piscina (pé na água!) vendo os fogos lá embaixo. E depois a gente voltou pro quarto e pediu jantar, que esse negócio de festa de Ano Novo não é pra mim. Assim que acabaram os fogos já tinha taça quebrada por todo lado, bebida derramada, gente bêbada. Não importa o lado do mundo, certas coisas são constantes.
Como o post já está ficando enorme, vou fazer um resumo das coisas que fizemos por lá, em 3 categorias principais, que representam bem o nosso tipo de férias: passear, comer e comprar.
***
Passeios:
Zoológico – muito interessante e muito grande. Animais de todos os lugares do mundo em “habitats” enormes. Era tão grande que tinha até um trenzinho pra levar as pessoas de um lugar pro outro. Nem conseguimos ver tudo, porque era muita coisa e com o calor não conseguíamos avançar muito rápido.

Universal Studios – fica na ilha de Sentosa, que é basicamente um grande resort. Tem shopping, praia, restaurantes, teleférico, observatório e o parque. Este é uma versão bem compacta do irmão americano. Tem umas 20 atrações, entre brinquedos, shows e filmes 3D, e mesmo sendo tão pouco, não conseguimos fazer tudo por conta das filas imensas. Eu me diverti, mas com uns 10 graus a menos teria sido melhor!
Centro Cívico – boa parte dele está em reforma (aliás é uma coisa de Cingapura: as coisas estão sempre em reforma ou em construção. Engenheiros, corram pra Cingapura!). Mas dá pra ver os prédios históricos, o local onde Stamford Raffles chegou a Cingapura (e decidiu que aquilo tinha futuro), o Asian Civilizations Museum (não entramos, mas fiquei com vontade) e a St. Andrews Cathedral – todos prédios da época colonial.
Duck & Hippo Tours – é daqueles passeios de barco que tem algumas paradas e você pode sair e voltar quantas vezes quiser (hop on/hop off). Compramos o passe de 1 dia e usamos de noite e de tarde. Muito agradável, recomendo!
Museu Nacional – demos sorte de encontrar uma exposição de quadros vindos do Museu D’Orsay de Paris, que eu nunca consegui visitar (estava em reforma quando eu fui). Além de ver um Van Gogh que eu ainda não conhecia, eu ainda aprendi muito sobre a história da moda em Cingapura. Sim, o museu tem umas galerias especiais chamadas Living Galleries e uma delas é sobre moda, beleza, universo feminino. Muito legal ver o quebra-cabeças de influências que moldou a mulher atual em Cingapura.
Night Safari – esse é o passeio que eu NÃO recomendo dentre todos os que fizemos. É lotado (cê jura?), é quente (sério?), as filas não andam e o safari mesmo é bem artificial. Tem um show e tem o roteiro do trenzinho que te leva pra ver os bichos (dá pra fazer algumas trilhas a pé também). Achei dispensável.
***
Comida:
Como eu falei, dentro do complexo do hotel havia dezenas de restaurantes, cafés e similares pra escolher. Aqui vão só os mais legais:
Ku De Ta – mais legal pelo ambiente que pela comida (boa, mas nada memorável). Eles trabalham com pequenas porções de comida asiática pra dividir. O restaurante fica no topo do hotel e tem um visual incrível, típico restaurante pré-balada.
Sky at 57 – fomos pra tomar café da manhã (já que com os horários tortos a gente perdeu vários jantares, era preciso tomar um café bom) e eu adorei. Buffet caprichado e vista linda – também fica no topo do hotel, na ponta oposta ao Ku De Ta.
Mollucas Room – menção honrosa pra esse restaurante indonésio que foi um dos melhores que provamos na viagem. Céus, que comida boa. É pra pedir um pouco de tudo e morrer de comer. Até a sobremesa era diferente e perfeita, com banana, affe, nem sei explicar. Quero de novo.
TWG – salão de chá bonitão e careiro no shopping do hotel. Serve chá à inglesa, que eu adoro – yummm, scones! Fomos 2 vezes e eu gostei muito de tudo que provei. Até trouxemos duas caixinhas de chá pra casa – ao lado tem uma loja que vende todos os sabores de chá e muitos apetrechos, todos caros.
Sweet Spot – era o local da maioria dos nossos cafés da manhã. Pães maravilhosos, café, docinhos. Pra que melhor?
db Bistro Moderne – do famoso chef Daniel Boulud, tem hamburgers e pratos franceses tradicionais de bistrô. Caro, fino, não muito memorável, nem para o bem nem para o mal.
E fora do hotel:
Angus Steak House – fica no shopping Ngee Ann City e foi uma escolha fácil pra agradar o Lucas, que não come qualquer coisa. É a típica steakhouse, mas com um temperinho asiático em cada prato. Serviço impecável, ambiente bem fino (e eu de short jeans, ai céus), e também careiro. Cingapura é um lugar caro, sabem? Nunca pensei!
Hard Rock Cafe – em Sentosa, perto do Universal. Almoçamos lá pra não comer fast-food no parque. O menu é igual ao de todos os restaurantes da rede, com poucas novidades.
Maharajah – restaurante indiano no Boat Quay (uma orla no Singapore River lotada de bares e restaurantes). Caramba, que comida boa. Eu não suporto comida chinesa, a comida malaya não me agradou, mas os indianos e indonésios salvaram minha vida gastronômica nessa viagem. Nunca me decepcionam!
***
Compras:
Não sei se são os turistas, se são os locais, ou uma mistura dos dois, mas o povo consome. Com vontade. Profissionalmente. Só dentro do shopping do hotel tinha um corredor com mais joalherias que em toda a região da Oscar Freire. Todas exageradíssimas. E as lojas de grife? Louis Vuitton tinha uma loja-ilha dentro da água, até exposição de arte tinha lá dentro. Chanel tinha múltiplos andares. Tudo cheio! Fiquei até desanimada, hehehe…

No shopping do hotel (The Shoppes at Marina Bay), gastei alguns dinheirinhos na Banana Republic (bem mais cara que nos EUA, mas ainda valia a pena) e na Sephora. Passeei bastante no resto do shopping e comprei uma coisinha aqui, outra ali, mas foi só nessas que eu entrei mesmo pra fazer compras.
Cingapura tem a Orchard Road, que é como a Oxford Street em Londres, mas menorzinha. Muitas lojas grandes, um shopping atrás do outro e muita gente na rua, claro. Entramos no Ngee Ann City, no 313 Somerset e no Centrepoint.
No shopping Ngee Ann City fomos à Kinokuniya, livraria de tirar o fôlego, muito boa, mas muito cara. Nunca tinha visto uma seção de crafts tão completa e abrangente. Lá também fomos à Bricksworld/LEGO, comprar um presente que eu prometi pro Lucas. É menor que a loja LEGO de São Paulo, mas é um pouco mais barata.
No 313 Somerset vi Zara, Mango e Uniqlo, mas não gastei um centavo. Achei tudo muito caro. Em geral achei que em Cingapura tudo era mais barato que no Brasil, mas não tão barato como nos EUA, então fui bem econômica.
No Centrepoint (putz, que shopping horroroso) eu fui só pra comprar umas coisas na Gap. E saí rapidinho, ninguém merece.
Em Sentosa, além da lojinha do Universal (achei fraca), fomos à Candylicious – das melhores lojas de doces que já visitei – e à Victoria’s Secret, que, acreditem, não vende sutiãs. Sério. Não vende. Eu vi. Trouxe só os doces, que estou comendo enquanto escrevo o post. Ha!
E foi só isso tudo! É um lugar de muita mistura, com indianos, malaios, indonésios, chineses e etc, tanto que eu não consegui identificar uma cultura local, uma culinária local, nem mesmo uma língua local – eles dizem que é em inglês, mas a gente passa uns perrengues, porque nem todos falam inglês.
Tive uma ótima impressão da cidade, achei tudo lindo e bem arrumado (exceto banheiros públicos, inclusive nos shoppings mais chiques. Bem… evitem). Tudo funciona bem, de taxis a metrôs (não andamos de ônibus), tudo é muito regrado, cheio de leis e eu não sei como os locais vêem isso, mas a vida dos turistas fica bem mais fácil assim.
Eu iria muitas vezes se fosse mais perto de mim e acho que os vizinhos de Cingapura concordam, considerando o estado de lotação da cidade. Mas uma viagem longa assim a gente faz pra conhecer coisas novas, então não sei se iria de novo a não ser que eu morasse em algum lugar mais próximo. De qualquer maneira eu recomendo muito a todo mundo que tiver a oportunidade de ir. Nem que seja pra passar o dia todo na piscina ou na praia. O calor é garantido!

Adorei o post!!! Digno de uma revista de turismo!!!
Yummi comida indiana!!!
Só senti falta de mais fotos
Aguardo pelo relato de Barcelona <3
Daniela Reply:
janeiro 19th, 2012 at 17:51
Hahahaha, eu sabia que vc ia falar da comida. E das fotos!
Já estou escrevendo Barcelona, acho que amanhã tá no ar.
Bjs!
Adorei o post!! Eu também sou super fã de comida indiana! Amo!
Daniela Reply:
fevereiro 7th, 2012 at 20:10
Tem muito indiano aí, Ana? Morar num lugar onde tem muitos deles é a melhor coisa, os restaurantes são excelentes…
Bjs!
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