
Eu vejo poucas vantagens em viagens longas de avião. Duas, eu acho: uma é chegar em algum lugar super legal e provavelmente bem diferente de onde você vive; a outra é poder aproveitar o tempo pra ler ou assistir um filme. No caso dos filmes, hoje as companhias aéreas costumam ter uma boa seleção de títulos no sistema de entretenimento do avião, inclusive com filmes que não chegaram aos cinemas brasileiros. Foi assim que em dezembro (na viagem pra Cingapura) eu assisti The Help – que chegou ao Brasil com o título Histórias Cruzadas.

Eu já tinha visto o trailer algumas vezes e o livro já estava na minha wish-list há um tempo (agora está na minha estante aguardando a vez – em português o título é A Resposta). O filme vale muito a pena. Se passa no Sul dos EUA nos anos 60, naquele tempo em que os negros tinham que se sentar no fundo do ônibus e nem sequer podiam usar os mesmos banheiros que os brancos. Uma moça meio rebelde da alta sociedade se incomoda com isso e resolve escrever um livro sobre o assunto, focando no ponto de vista das criadas negras que criam as crianças brancas dos patrões e depois se tornam criadas delas.
São várias histórias cabeludas contadas pelas criadas. Algumas são bem engraçadas, o que faz a beleza deste filme. Você ri, se diverte, mas em nenhum minuto deixa de refletir sobre o assunto. Ou de fazer um paralelo com a nossa realidade. Pra mim é o melhor tipo de filme, aquele que eu jamais esqueço.
Histórias Cruzadas estréia hoje nos cinemas, é um dos nove candidatos ao Oscar de Melhor Filme e concorre ainda nas categorias de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante (nesta última com duas representantes). Pedigree suficiente, não? Corre lá!

Ele também pediu pra ver Happy Feet 2, o que foi uma surpresa pra mim. Acho que pesou o fato de ele ter estudado os animais na escola nesse segundo semestre e ter usado o primeiro filme (que tava esquecido há anos) pra aprender sobre os pinguins. Quem não viu Happy Feet e não quiser ficar boiando vai precisar ver pra saber quem é quem e conhecer o background da história. O segundo filme é tão musical quanto o primeiro e as músicas que foram traduzidas ficaram tão ruins quanto na primeira tentativa. Mas é uma história bem legal se você conseguir superar os números musicais vergonha-alheia. Tem muita ação e eu imagino que em 3D seja super legal, porque tem umas cenas em que os bichinhos vem em direção da “câmera”. Lucas ficou vidrado e mais uma vez saiu satisfeito. E eu mais ainda. Não tem muita coisa pior que pagar ingresso caro de cinema e o menino virar pra você no meio do filme perguntando se já tá acabando…












