
Ontem foi aniversário de São Paulo e no domingo foi meu aniversário em São Paulo. Sim, fez um ano que eu me mudei pra cá. Parece que tem uma década, e eu nem sei dizer se isso é uma coisa boa…
Não foi exatamente pra comemorar, mas no sábado nós passamos o dia curtindo a cidade na companhia da Mic, da Fernanda e dos respectivos bambinos, vindos diretamente do Rio de Janeiro. Fomos a dois lugares que eu estava planejando conhecer desde o início das férias escolares: o Museu do Futebol e a Oca do Ibirapuera (onde acontece a exposição Água na Oca).

Começamos pelo Museu do Futebol, pouco depois do horário de abertura (10 horas). Não foi difícil estacionar o carro, apesar de parte do estacionamento ser tomado por uma feira aos sábados. Também não tinha fila na bilheteria em nenhuma das vezes que passei por ela. Antes de entrar fomos tomar um café no Bar O Torcedor, que fica próximo ao museu, ainda no estádio do Pacaembu. O café estava bom, mas o atendimento foi daqueles que a gente já conhece, se é que vocês me entendem.
Lá dentro a coisa muda de figura. É nível de museu de primeiro mundo, gente, na organização, no visual, na maneira em que está disposto, nas regras rígidas (não pode tirar foto, não pode comer nem beber nada), em tudo. E é sobre um assunto riquíssimo em material, o que faz com que o museu seja uma loucura de informações de todos os tipos. Você pode ouvir narrações de locutores de futebol célebres, ver vídeos de jogadas fantásticas de todos os tempos, lembrar o que estava acontecendo na época de cada Copa do Mundo, assistir vídeos sobre a história do esporte e ver fotos que acompanham tudo isso. E tem um canto do museu que te surpreende. Era pra ter só a escada para o próximo nível, mas aproveitaram o espaço pra colocar vários telões com imagens de torcidas. Gente, é impressionante! Só vendo pessoalmente mesmo…

Tudo é muito interativo e atraente. Eu poderia ter ficado lá o dia inteiro vendo cada detalhe com calma, mas com criança a gente tem que acelerar um pouco pra evitar o tédio. Minha única restrição foi à coleção de painéis já na última sala do museu, dedicada a cada time. Cada painel foi impresso em algum ponto de 2008 e lista os troféus, as participações em campeonatos, informações básicas dos times. Só que depois de 2008 não houve atualização e os painéis foram feitos de um jeito que não dá pra alterar, quer dizer: vão ter que ser refeitos de tempos em tempos. Meu Tricolor ainda aparece como pentacampeão brasileiro, tem que ver isso aí!
Marido também observou o fato de que pouquíssimas informações dentro do museu estão traduzidas para outras línguas. Pode ser que o público atual do museu não seja de estrangeiros, mas a Copa de 2014 vem aí. Talvez seja uma boa idéia facilitar a vida dos gringos.
Como é época de férias, o museu está com uma sala dedicada a atividades especiais para as crianças. Ficamos um tempinho por lá e foi um sossego. Os monitores são excelentes, as atividades são bem interessantes. Só não ficamos mais porque o tempo de estacionamento já estava pra vencer e era hora de almoçar, mas quero voltar lá com o Lucas essa semana. A entrada do evento é independente da entrada do museu, não precisa de ingresso.

Depois fomos todos almoçar na Chácara Santa Cecília, restaurante bem legal que eu não conhecia, em Pinheiros. Foi escolhido a dedo pra acomodar quatro criancinhas animadíssimas, claro. O restaurante tem uma área infantil com brincadeiras, jogos e um buffet só com as coisas que eles gostam. Modos que você entra com os moleques, já vai direto lá nessa área do restaurante, escolhe uma cadeira pra eles, serve o prato e deixa por conta dos monitores. Aparentemente todos curtiram, inclusive nós, que tivemos tempo de comer e bater papo antes deles começarem a fugir de volta, hehehe…
O tempo já tava fechando e com cara de chuva quando a gente saiu do restaurante em direção ao Ibirapuera. Lá, ao contrário do Pacaembu, foi mais chatinho estacionar e tinha fila na bilheteria, mas nada absurdo. Fazia tempo que eu queria ver a exposição Água na Oca, que estava elogiadíssima. De fato ela merece os elogios. São vários andares com painéis e elementos interativos e com uma pegada ecológica fortíssima. As crianças se divertiram horrores operando os painéis interativos, molhando as mãos neles, olhando os aquários e correndo pela exposição. No teto da Oca colocaram um telão gigante que passa um filminho e todo mundo precisa deitar em colchões d’água para assistir, o que faz uma experiência bem interessante. Só o Lucas viu o filme 4 vezes, sei lá se pra descansar ou porque gostou mesmo, hehehe…

E no piso mais baixo da Oca montaram a parte mais legal da exposição: uma piscina fake de material laminado com uma iluminação azul que dava a impressão de que estávamos na água. Excelente para fotografar (pode, contanto que seja sem flash). Se eu ainda tiver tempo nessas férias é capaz de voltar lá pra testar minha câmera mais um pouquinho.
Nós ainda encontramos um casal de amigos com os filhos na exposição e ficamos lá por horas antes de sair e tomar um sorvete. Acho que ficamos umas 12 horas fora de casa batendo perna, o que é raro de acontecer. Mas foi muito bom, fazia tempo que eu não me divertia tanto.
Recomendo muito os passeios, com ou sem crianças. Quem vier a São Paulo nos próximos meses, não deixe de ir a pelo menos um dos dois!
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Serviço:
Museu do Futebol – Estádio do Pacaembu (programação de férias até dia 20/02)
Chácara Santa Cecília – Rua Ferreira de Araújo, 601, Pinheiros – Telefone: 11.3034.3910
Água na Oca – Oca do Ibirapuera (portão 3) – até dia 08/05





